Em 1897, em Jundiaí, foi criada a Conferência Vicentina Nossa Senhora do Desterro, denominada Sociedade São Vicente de Paulo, com o intuito de ajudar os pobres e praticar a caridade. Porém as pessoas que se dedicavam a ajudar os pobres achavam que faltava algo, então surgiu a idéia de criar um hospital. E na reunião do dia 13 de agosto de 1899 foi sugerido que a Conferência Vicentina criasse um hospital de caridade em Jundiaí.
No dia cinco de novembro de 1899 foi aprovado o conselho diretor do hospital, denominado “mordomia”. Esse conselho ficou responsável pela implantação e manutenção do hospital. Porém os doentes não poderiam esperar até que o prédio fosse construído para serem atendidos, então foi alugada uma casa para que os vicentinos pudessem dar os primeiros passos para concretizar seus ideais. A partir de seu funcionamento o hospital ganhara vida própria e como tal precisava existir como pessoa jurídica. Foi elaborado um estatuto específico para o hospital, que em seguida, foi registrado em Cartório cuja certidão foi publicada no Diário Oficial e integrada aos arquivos da Conferência Vicentina. Mais tarde foi doado a Conferência um prédio para que pudessem construir o hospital. Apesar de muitas dificuldades, no dia 20 de dezembro de 1902, o hospital, a partir de novos estatutos denominado HOSPITAL DE CARIDADE SÃO VICENTE DE PAULO, começou a funcionar efetivamente. O Hospital São Vicente de Paulo possui em seu quadro de funcionários, profissionais capacitados, treinados e dedicados, e que apesar das dificuldades do dia-a-dia procuram fazer com que os pacientes sintam-se acolhidos e confortados, minimizando assim o momento difícil pelo qual estão passando. Atende uma região com aproximadamente 700.000 pessoas, abrangida pelos municípios de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itatiba, Morungaba, Louveira, Itupeva e Cabreuva. São 218 leitos e cerca de 24 mil pacientes atendidos por mês.
Coeficiente de leitos por 1000 habitantes para o SUS em Jundiaí: 318leitos/380 mil habitantes x 1000. Portanto há aproximadamente 0,83 leitos para cada 1000 habitantes. Podemos com isso concluir que existe na cidade uma defasagem de 170 leitos para o SUS. Tal situação implica em conseqüências danosas para o Hospital São Vicente de Paulo, que acaba por manter em seu Pronto-Socorro, diariamente, aproximadamente 25 pacientes-dias internados em leito de espera. O numero médio de pacientes em espera no Pronto-Socorro era, em média diária, em 2007 equivalente a 45 pacientes. A diretoria do HCSVP contornou o problema com um projeto de Desospitalização e agiu diretamente no aumento do giro de leitos, maior rapidez na entrega dos resultados dos exames, otimização do programa de Internação Domiciliar e gestão diária dos leitos livres.
Noventa e nove por cento dos pacientes são atendidos pelo SUS, e muitos apresentam condições de vida sub-humanas, ou seja, condições de vida precária, abandonados pelas famílias ou moradores de rua.
Diretoria atual do HCSVP